sábado, 15 de novembro de 2008

A importância de um soco

11 horas de sábado. Encostado no balcão de bebidas, bebo vagarosamente minha bohemia querida, apreciando cada golada. Meus amigos não param de falar. Fico ali, observando o movimento da boate. Nada de interessante. Pessoas chegando, dançando, conversando, vomitando... Rotina de boate. Eis que me deparo com uma cena no mínimo intrigante. Devia ter uns 18 anos. Não sabia beber, dava pra perceber de cara. Não tinha noção de nada. Não sabia se comportar numa boate. Estava pra lá e pra cá querendo cair, mas o chão ainda não havia concordado com isso. Ele então chegou do meu lado no balcão e pediu um drink. Pediu dois. Pediu três. Pediu o quarto... E não conseguiu tomar. Suas mãos não obedeciam a ordem de segurar o copo. Senti-me na obrigação de intervir. “Ae parcero, acho melhor você parar de beber hein...” Ele virou para mim e mandou “Se fuder rapá, toma conta da tua vida!” Em um primeiro momento pensei em dar um soco naquela cara espinhenta. Depois senti pena das minhas mãos. Deixei-o prosseguir com sua missão e fui chegar nas cocotas. 2 horas da manhã. Resolvi ir ao banheiro. Era hora de me despedir da bohemia. Mijei por 1 minuto e 12 segundos, novo record. Quando estava saindo ouvi alguém tossir, não qualquer tosse, porém aquela pré-vômito. Quando puxei a porta da cabine quem estava lá? Meu digníssimo colega espinhento. Vomitou tanto que parecia que os órgãos iam sair ali mesmo. Fui ajudar e recebi um empurrão. Mais uma vez quis lhe aplicar um soco na cara, mas resolvi deixá-lo em paz. Desci pra pista e fui beber mais um pouco. 4 horas. Começo a cansar, bebida é traiçoeira, meus caros. Fui sentar. E de repente, quem eu vejo? Ele, o espinhento. Naquele momento ele era o rei da boate. Beijava veementemente a cocota. Quando reparei na rapariga é que eu percebi o quão forte era meu amigo. A menina era o dobro dele. Não de altura, mas de largura. Era um hipopótamo raro com bigodinho fino e tudo mais. Na fila para pagar eu pude concluir a moral dessa estória toda e dizer para vocês: “QUANDO SENTIR VONTADE DE APLICAR UM SOCO NA CARA DE ALGÚEM, APLIQUE. ESSA PESSOA PODERÁ AGRADECER VOCÊ DEPOIS!!!”

Um comentário:

Felipe Esposito disse...

Hueahhaeuheuhaeuahe...o espinhento se fudeu!

Otário!